sentam-se a par da água:
chamada a foz dos amores.
Há estrelas afogadas pela luz solar
mas eles, incandescentes,
naquele paladar crescentes,
decidem amar-se como atores.
Entre monólogos e pensares,
põem a paixão em hipoteca:
experimentam prólogos de amor
até que a poesia lhes seca.
"Estás salva", promete um amante.
Adentro dessa coragem: um beijo.
"Sou-te salva"- garante - "mesmo
nesta chorada saudade possante".
Juram-se; prometem-se:
a milhões de quilómetros.
"De distância?", deitam-se.
E, juso daquela música,
as duas lágrimas beijam-se.
«jd»
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