Nessa incondição poética, és a limitação voltada para o vácuo do armário. A crise e a solução, a crista e a dissolvição. A mentira, a lira, a ira. A verdade, a herdade, a idade. E nós? - nós somos a nossa própria companhia que atenua o nosso próprio sofrimento. Somos o toque de pele que sinto a milhas de comprimento. A tua barba está por fazer, o cabelo velho por aparar, o vinho meio cheio e o tabaco a esgotar. Até o céu foi deportado – exilou-se no subterrâneo. Transfiguram-se os tempos, sob mutações e crispações étnicas e sociais. Produzem-se filmes e não há autores especiais: quando já não têm mais nada para apelidar, resvalam no erro de tirar os nomes a todas as coisas que conhecem.
A verdade não reside em lado nenhum, a história não reside em tempo nenhum. A vida deixa de viver e morre; a morte deixa de mórbida e existe. Maravilhamo-nos com apocalipses pequenos porque são protótipos de catástrofes maiores. Driblamo-nos como gente fraca, e todos os dias deixamos a terra e os céus um pouco piores. No ambiente de trabalho estão itens que nos reduzem a cinzas pardas, documentos queimados e aplicações floridas mas magoadas.
Eis que, nesta ansia pela superação animalesca de nós enquanto ventre e suor, fazemos um solstício de um amor melhor.
jd