Para onde levaste a coragem,
Colombo?
Um lápis à derivae tanto papel sob maré rasa,
há um indivíduo perdido
e uma bala que nos trespassa.
A agulha que perfura
já não dói, já não dura, já não imagina;
esta sina desenhada
de pernas para o ar, como
um país anárquico
sem pessoas, sem património, sem cultura,
cem nada de nada.
E continuam a haver os aventureiros, mas
a bravura já não é nossa. E,
na Ocidental praia Lusitana, vendemos
a coragem pioneira, uma outrora estatura,
hoje presa numa fossa: à americana.
Para uma super potência com cinquenta
estados, e nós sendo uma
sub-potência, apenas com
um Estado em estado de sítio
não-declarado.
Colombo, colombo, lombo,
cem nada de nada.
E continuam a haver os aventureiros, mas
a bravura já não é nossa. E,
na Ocidental praia Lusitana, vendemos
a coragem pioneira, uma outrora estatura,
hoje presa numa fossa: à americana.
Para onde nos levaste a coragem,
Colombo?
Para uma super potência com cinquenta
estados, e nós sendo uma
sub-potência, apenas com
um Estado em estado de sítio
não-declarado.
Quando voltas com a tua coragem,
Colombo?
Colombo, colombo, lombo,
de músculo, de nervo, de gordura,
de tudo o que somente serve para
queimar, assim como queimam um país
desconectado, até para os seus,
à beira-mar plantado.
de tudo o que somente serve para
queimar, assim como queimam um país
desconectado, até para os seus,
à beira-mar plantado.
Para onde nos levaste,
Colombo?
«jd»