Tive pavor de todas as fases de mim,
quartos minguantes explodiram
mas só aquando de si mesmos
sozinhos e na penumbra se viram.
Rostos sem faces, rosas sem dedais,
criaturas, micro-organismos e afins,
todos os teus sorrisos, todas
as tuas vontades, todos os teus sins.
Foi verdade que não te amei
até te ver os olhos chorados,
tornei-te fração, parte do escritor
que se renuncia aos acasos.
Acoplo-me à tua corrente do saber,
do sonhar com os nossos futuros sorridentes,
e adentro do teu imaginário desenho
os teus cabelos de trigo em sementes.
Reergo-me no teu sexo que é meu; ogivas
são plantadas e rebentam em emoções,
e, nas fissuras do suor da noite, desenho
metafísicas, seres orgânicos e corações.
Na polissemia do nosso transporte,
todo o lugar é vital para te amar,
doutrinas escritas em bancos de jardim
embelezam o perfil do nosso beijar.
«jd»