O céu está lá, o céu estalará. Há medida que o céu arrefece, tentamos aquecer-nos debaixo dele. O sol é fotografado a negativo, a luz já não se faz e desaparece, e o quotidiano tende a não recuperar.
Existem pessoas ainda com fôlego, mas sem grande margem para viver. A sobrevivência não é póstuma, a sobrevivência é hoje.
Criar genericamente para destruir altruísticamente. Motivar e desiludir. Ortodoxos e protestantes, religiosos e ateístas amantes. O cerne ficará sempre por saber. O click, a motivação, a razão do ser. Tecer para crer?
Há que ver para crer. E para querer, também. Os projetos, o mal, as convicções, o bem: são tudo alienígenas a cozinhar - de rabo para o ar.
Tsunamis de palavras derrubam a barragem que não pára o rio que nos pensa. Há bares fechados, museus parasitados, mães inférteis e filhos por nascer. Há amores chegados e há amores partidos no aeroporto da conjetura. Já vi amores perdidos e já vi solteiros apaixonados: uns forçavam-se para se agarrar, outros pediam para serem agarrados.
Detemos muita coisa, mas não detemos o amor. Admitimos ter a coragem, mas jamais a emoção. Haverá porventura o dia em que o céu nos caia no chão.
Deus tem gostado do que criou; eu li a Bíblia e não gostei.
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