quinta-feira, 14 de maio de 2015

Eurritmia

- O sexo dos anjos é paradoxal, mas o amor é imutável.
- Não. O amor é a premissa mais elegante, e ilegal, de dizer que a loucura atingiu a sua máxima maturidade.
- Está no ponto.
- O nosso amor está no ponto.

Abuja, Asmara, Catmandu.
Há dois amores na sala; é uma relação a três, mas a mármore fresca do chão não conta - há estatísticas esquisitas quando se faz amor de maneiras tão e tão criativas.
Magoam-se, ferem-se, corrompem-se, aniquilam o que ainda sobrou da destruição massiva do amor e acabam sempre a fazer mais sexo. Pessoas trabalham, rotinas desgastam-se, o tempo é sugado pela gravidade do espaço entre nós posicionado, e o Universo não tem dado grandes tréguas à matemática religiosa.
Recalcamos aspectos verosímeis da existência, acrescentamos um pontinho ou outro à nossa demência, e resistimos à sociedade perversa, idiossincrática e vertiginosa.
- Está qualquer coisa boa acolá. Fala comigo.
- Não quero conversas. E discutir não serve para nada.
- O sexo dos anjos é paradoxal, mas o amor é imutável.
- Não. O amor é a premissa mais elegante, e ilegal, de dizer que a loucura atingiu a sua máxima maturidade.
- Está no ponto.
- O nosso amor está no ponto.
A maioria das pessoas rejeita estar numa relação perfeita, porque é mais fácil manter um amor estável se mostrar uma pitada de instabilidade.
No anexo deste mail deixo uma lista de coisas capazes de derrubar um bom amor.

Coisas capazes de destruir um bom amor:
1.
2.
3.

(lista por concluir)



«jd»

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