Amanhã sonhei-te vestida sem roupa,
com as brasas a arrefecer os poros,
para que a tua garganta respire
abruptamente sobre os meus ouvidos.
Sonhar-te-ei sempre mais bonita,
e a companhia perfeita para as deusas
que pairam terrestres no verso.
A criança submerge,
as cores invertem, as guerras suspendem, os ventos abrandam,
voam coisas pela terra e aterram coisas pelo ar.
Faremos melhor da próxima vez,
talvez com mais roupa,
talvez com mais pertinência,
talvez mais sábios, mais velhos, mais velhos.
E mais velhos seremos mais joviais.
Ontem sonhar-te-ei sempre mais amor,
mais fantasma, mais sombra, mais penumbra,
do que ainda não há em mim
mas decerto haverá se Deus não quiser.
«jd»
Sem comentários:
Enviar um comentário